sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Não sei por que...

A chuva veio e eu não sei por que
Eu pedi
Eu implorei
Não queria chorar sozinha
Assim me sinto acompanhada
Menos vazia
Mais alagada
A chuva veio e eu não sei por que
Conseguindo fazer mais barulho do que os meus pensamentos tempestuosos
A chuva veio
Me lavando a alma, o corpo
E me trazendo a calma
Me fazendo respirar melhor, me permitindo
Sentir....
Sentir o cheiro do asfalto molhado que
Retrata uma realidade de que 
A cidade as pessoas, as mentes e os corações, são de concreto
Concreto puro que busca no meu  mundo
Engessar o natural
Que tira do meu futuro
A dança do vento nas folhas das árvores do parque da cidade
A chuva veio pra me dizer...
Pra me fazer ter esperança
Pois quando eu pedir
Da maneira como eu pedi hoje
A chuva não vai deixar de me atender.